terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Beleza que se põe na lata!

Todos sabem: beleza não põe mesa. Mas e se for bonito e bom? Por que as embalagens e rótulos de cervejas, em sua grande maioria, são letras sobre diagramas? A cervejaria 21st Amendment de São Francisco, Califórnia, é uma das que não pensam assim. Vejam que bacana a série de rótulos para os diferentes estilos de cerveja, assinados pelo artista Joe Wilson.






quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Governo poda criatividade das cervejarias artesanais

Ministério da Agricultura impede o uso de ingredientes e nomes pouco convencionais nas cervejas, dificultando a atuação de pequenos produtores

Fonte: Gazeta do Povo

Cavalcanti, da Bodebrown, e a sua Perigosa: nome que ele queria dar à cerveja foi vetado pelo Ministério da Agricultura

Proibições de ingredientes e até de nomes de produtos por parte do Ministério da Agricultura vêm barrando a atividade – e a criatividade – de microcervejarias no país. No último ano, o movimento tem se intensificado, impedindo lançamentos de novas cervejas e atrapalhando até o processo de criação das bebidas.

Na formulação, os desentendimentos ocorrem pela proibição de determinados insumos na produção das cervejas. No caso dos nomes, as decisões são mais subjetivas: o governo tem impedido o uso de títulos ou adjetivos que supostamente confundiriam os consumidores.

O produtor Samuel Cavalcanti, dono da cervejaria Bodebrown, de Curitiba, passou pelas duas situações. Na tentativa de criar sabores e variações da bebida, já teve alguns de seus produtos barrados. Foi o caso de uma cerveja que usaria lactose – o ministério não teria entendido a função que o insumo teria na bebida e, por isso, proibiu seu uso.

Episódio semelhante ocorreu com a DaDo Bier, de Porto Alegre. No início do ano, ela foi proibida de vender uma cerveja com sabor de chocolate. O problema apontado pelo ministério foi que não está prevista a utilização de derivados animais, caso do leite em pó, na produção de cervejas nacionais. Junto com sua parceira, a chocolateria Kopenhagen, a DaDo Bier insistiu no projeto. Reformulou o produto, retirando o ingrediente proibido, mas a bebida foi novamente barrada, por causa do uso de outro insumo.

“A criação de produtos diferentes, inusitados, com novos sabores é um dos maiores trunfos das cervejarias artesanais. Diferentemente do que parte do Ministério da Agricultura pode pensar, não estamos descaracterizando a cerveja, mas trazendo inovações para ela, como ocorre no mundo inteiro”, diz Cavalcanti, da Bodebrown.

Nome perigoso

Há cerca de dois anos, a cervejaria curitibana foi aconselhada pelo Ministério da Agricultura a alterar o nome de uma de suas criações, a cerveja Venenosa, a fim de evitar possíveis mal-entendidos. A cervejaria acatou a decisão e o produto passou a se chamar Perigosa. Outras empresas do país também já sofreram com o problema ao registrar nomes que fazem relação a outros produtos, como o chocolate ou a rapadura.

“Entendemos que o tema é novo e por isso a regulação do setor não está completamente atua­­lizada. Mas, ao mesmo tempo, o ministério também não tem olhado para o tema com a atenção necessária”, afirma Eduardo Bier, da DaDo Bier.

Contradição


Bier e Cavalcanti veem incongruências na regulamentação vigente, uma vez que produtos importados com ingredientes e nomes já proibidos para as cervejas nacionais podem entrar no país sem problemas. Para o dono da Bodebrown, essa diferença no tratamento dispensado ao produto importado e ao nacional evidencia que desentendimentos e proibições têm origem na falta de adequação das normas à realidade das novas cervejarias.

“A nossa relação com os fiscais e, de forma geral, com o ministério, é positiva. O problema está na regulamentação, que deixa muito a desejar e atrapalha nossas atividades”, diz Cavalcanti.

Bares

O constrangimento chegou aos locais de venda dos produtos. Semanas atrás, bares curitibanos foram visitados por fiscais do ministério e tiveram de retirar algumas cervejas artesanais de circulação.

O responsável pela questão no Ministério da Agricultura não pôde atender à reportagem quanto aos casos pontuais das cervejarias. Por e-mail, o órgão afirmou que as inspeções vêm sendo feitas dentro do cronograma anual da pasta e não teriam sido intensificadas nos últimos meses.

Fiscalização

Produtores caseiros na mira

A fiscalização do Ministério da Agricultura vem atingindo também os produtores caseiros de cerveja. Cerca de seis dos chamados homebrewers paranaenses foram denunciados ao ministério por não terem suas operações comerciais formalizadas no órgão. Em nota, o ministério afirmou que o número de microcervejeiros tem crescido no estado, assim como o volume de consultas feitas por pequenos produtores interessados no registro. E que os procedimentos e documentos necessários para a formalização da atividade podem ser vistos na Instrução Normativa 19/03 da pasta, que pode ser encontrada em www.agricultura.gov.br.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Beer Tour Especial de Natal

Fonte: Beer Architecture


O próximo Beer Tour acontecerá no dia 17/12 e já está como roteiro definido: café da manhã cervejeiro no Rima dos Sabores, logo após, o tour seguirá para a Falke Bier. Lá haverá um mini curso de harmonização de cervejas da casa e queijos ministrado pelo Marco Falcone e por Rodrigo Lemos. Depois, uma degustação especial no Reduto da Cerveja e, finalizando, um Almoço Especial de Natal no Rima dos Sabores.

Serão 15 vagas e as inscrissões vão até dia 13. Para garantir seu lugar, favor mandar um e-mail para rjlemosarq@yahoo.com.br e boa viagem!

Os primeiros juízes cervejeiros de Minas Gerais

Gabriela Montandon e Paulo Patrus são biólogos, cervejeiros caseiros - Grimor, integrantes do grupo NEC – Núcleo de Estudos da Cerveja e receberam ontem, 05/12, a notícia de que passaram na seleção que ocorreu no início do ano em Porto Alegre e foram certificados pelo BJCP - Beer Judge Certification Program; que é um programa para formação e certificação de juízes de concursos cervejeiros.

Parabéns pelo título! Juntamente com mais 09 pessoas, Lela e Patrus foram os primeiros brasileiros a obtê-lo, os únicos representantes de Minas Gerais. Que venham outros!

Veja mais detalhes em: Bebendo Bem


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

AcervA Mineira 2011


E mais uma vez o templo da KudBier foi o local perfeito para a festa de final de ano da AcervA Mineira. Os presentes se deliciaram com vários chopes da casa, amostras levadas pelos cervejeiros da associação, joelhos do Rima e churrasco de primeira. Tudo ao som do Clube do Lp e, para fechar com chave de ouro, uma superbanda formada exclusivamente para a festa. Confiram algumas fotos feitas por Márcio Rossi:

Chopes foram tirados diretamente do fermentador AC/DC.
Pequena amostra levada por alguns dos cervejeiros presentes.
Juliana Vargas, Daniel Martins, César (MG-30) e Raquel Alkmim.
Daniel (Vinil), Paulo Patrus (Grimor), Thomas Karpen (Karpen) e Henrique (Ave Cesar)
ÔôôôhêêêÊ......
Alencar (Kud) apresentado: a banda da AcervA Mineira.
Humberto (Jambreiro) na batera.
Casal da Vinil nos vocais.
Todos puderam soltar a voz e ter sua noite de rock star!

Trigo e cerveja: Nobre combinação desde a Antiguidade – Parte 1


Fonte: BREJASpor Gabriela Montandon e Paulo Patrus*
Entre as maiores culturas agrícolas mundiais está o cultivo do trigo: gramínea originária do sul da Ásia Ocidental, cujo plantio pode ser datado de 9.000 anos atrás. Atualmente é o produto de uma série de cruzamentos naturais entre espécies selvagens aparentadas, aliados aos modernos melhoramentos genéticos.
Entre as maiores culturas agrÌcolas mundiais est· o cultivo do trigo: gramÌnea origin·ria do sul da ¡sia Ocidental, cujo plantio pode ser datado de 9.000 anos atr·s. Atualmente È o produto de uma sÈrie de cruzamentos naturais entre espÈcies selvagens aparentadas, aliados a modernos melhoramentos genÈticos. Em virtude do seu alto valor nutritivo e sua elevada capacidade de adaptaÁ„o aos diversos ambientes, o trigo tornou-se um dos cereais mais difundidos entre quase a totalidade das civilizaÁ_es. A altÌssima dispers„o e uso deste cereal s„o t„o antigos quanto ‡ histÛria do homem – exÌmio consumidor, tanto para o prÛprio proveito quanto para manutenÁ„o de seus animais domesticados.
O trigo È uma gramÌnea (FamÌlia Poaceae) pertencente ao gÍnero Triticum, com cerca de trinta qualidades geneticamente diferenciadas, entre as quais trÍs s„o largamente cultivadas: T. turgidum durum, T. compactum e T. aestivum vulgaris. O gr„o de trigo, de tamanho e cores variadas, divide-se praticamente em duas partes: o pericarpo (ou “casca”) e a semente. A parte mais externa corresponde ao pericarpo, composta por seis distintas camadas celulares, extraÌdas na moagem do gr„o para extraÁ„o da semente. A semente por sua vez È formada pelo endosperma (componente primordial da farinha do trigo) e o gÈrmen (que corresponde ao embri„o). O pericarpo, cerca de 15% do peso do gr„o, contÍm uma pequena quantidade de proteÌnas, uma larga quantidade de vitaminas do complexo B, traÁos de minerais e fibras alimentares – comercializadas separadamente como farelo ou fibra de trigo. Na semente, o endosperma constitui 80% do peso do gr„o e a maior porcentagem deste peso corresponde a molÈculas de amido, entretanto tambÈm apresenta um pequeno percentual de proteÌnas, ferro e vitaminas do complexo B.
Variadas especialidades do trigo e seus derivados s„o empregados para fins igualmente distintos.†A maioria do trigo produzido È utilizada na fabricaÁ„o de alimentos como p„es, biscoitos, bolos e massas. Uma parcela menor destina-se ‡ fabricaÁ„o de bebidas fermentadas, onde gr„os parcialmente germinados (malteados) fornecem elementos essenciais para a obtenÁ„o de fontes de fermentaÁ„o – os aÁ·cares simples, derivados do amido obtidos no processo de brassagem. Tanto histÛrica quanto atualmente, quase a totalidade das cervejas È fabricada preferencialmente da cevada malteada enquanto o trigo destina-se essencialmente a produÁ„o de p„es. Em parte, isto se deve ‡s quest_es histÛricas envolvidas na distribuiÁ„o dos gr„os para a populaÁ„o e tambÈm ‡s peculiaridades da utilizaÁ„o do trigo na fabricaÁ„o de cerveja.
Em algumas civilizaÁ_es, as cervejas de trigo foram consideradas bebidas nobres, pois a  utilizaÁ„o deste gr„o se restringia a fabricaÁ„o de p„o, enquanto a cevada, para cerveja – qualificando o uso do trigo na bebida como um privilÈgio de poucos. Outras quest_es se devem ‡s divergÍncias estruturais do gr„o do trigo e da cevada que, em muitos aspectos tornam uso da cevada mais apropriado para a fabricaÁ„o cervejeira. O pericarpo, ou “casca” da cevada È um componente essencial no processo de filtragem da cerveja e, devido ao fato de algumas qualidades de trigo possuir esta camada com menor resistÍncia, a constituiÁ„o deste elemento filtrante fica comprometida. AlÈm disso, o trigo apresenta menor proporÁ„o de amido em comparaÁ„o ‡ cevada e, conseq¸entemente, apresenta menor rendimento na produÁ„o cervejeira. Tais motivos correspondem ‡ raz„o pela qual praticamente n„o h· produÁ„o de cerveja exclusivamente com trigo: normalmente s„o adicionadas porÁ_es de cevada ‡ receita, para auxÌlio na filtragem durante o processo de produÁ„o, e para aumentar a concentraÁ„o de carboidratos no mosto. O alto Ìndice protÈico do trigo marca tambÈm a turbidez, o corpo e a espuma da cerveja – fatores determinantes em muitos estilos, e que muitas vezes os tornam t„o distintos e especiais.
Os registros de utilizaÁ„o do trigo na cerveja s„o temporalmente espor·dicos: aparecem e desaparecem ao longo do cotidiano histÛrico das diferentes civilizaÁ_es. Na antiguidade, as qualidades de trigo utilizadas eram o tipo ‘emmer’ (Triticum dicoccum), ‘einkorn’ (Triticum monococcum) e o ‘spelt’ (Triticum spelta), que foram substancialmente importantes para a origem do trigo atual (Triticum aestivum). Estas variaÁ_es possuÌam cascas mais rÌgidas (semelhantes ‡ cevada) e, portanto, eram mais utilizadas para a fabricaÁ„o de cerveja. Estudos em sÌtios arqueolÛgicos por todo o Oriente PrÛximo apontam que o cultivo do trigo ‘emmer’ se deu primeiro do que a cevada. O plantio das formas com pouca casca, ideais para a produÁ„o de p„es, datam de aproximadamente 8.000 anos atr·s. ApÛs o domÌnio desta especialidade, registros na Mesopot‚mia indicam o plantio das outras variedades de casca rÌgida – o que pode sugerir que estas culturas n„o se destinavam a fabricaÁ„o de p„o e sim para a produÁ„o de cerveja. A maioria dos estudos aponta que o trigo tipo ‘einkorn’, de casca persistente, era de fato a variedade mais empregada na produÁ„o cervejeira. Tanto esta qualidade, cultivada na ¡sia Menor (atual Turquia) e disseminada por toda Europa, quanto o trigo tipo ‘emmer’ foram substancialmente substituÌdos por variedades de trigo com maior rendimento. Por ·ltimo, a utilizaÁ„o do trigo ‘spelt’ foi muito pouco evidente, provavelmente pelo fato de que esta espÈcie possuÌa menor toler‚ncia em climas quentes. Tanto na civilizaÁ„o mesopot‚mica quanto na egÌpcia, cuja alimentaÁ„o baseava-se em p„o e cerveja, se fazia o uso do trigo ‘emmer’ e cevada de duas variedades (duas e seis fileiras).
Mesmo que a maioria do trigo cultivado se destinasse ‡ fabricaÁ„o de p„es, os egÌpcios possuÌam diversos tipos de cervejas de trigo. A distinÁ„o entre os estilos de cervejas se dava pelo perÌodo de maturaÁ„o a que a cerveja era submetida e pela proporÁ„o de trigo ‘emmer’ utilizada na fabricaÁ„o. Outra caracterÌstica da sociedade egÌpcia se dava pelo pagamento de “sal·rios de cereais” (essencialmente cevada e trigo) para os trabalhadores de pedreiras e grandes projetos de construÁ„o. Dependendo da situaÁ„o ou gratificaÁ„o a ser dada pelos superiores, estes pagamentos poderiam ser feitos com p„o e/ou cerveja, devido a sua maior valorizaÁ„o se comparado ao gr„o n„o manufaturado.
No continente europeu, diferentes povos e civilizaÁ_es diversificaram na utilizaÁ„o de cereais, incluindo o trigo, na produÁ„o de cervejas. Na sociedade celta, alÈm do uso do malte de cevada e trigo, em suas produÁ_es atÌpicas tambÈm eram acrescidas fontes adicionais de carboidratos (como o mel, frutas e seivas de ·rvores) alÈm de outros adjuntos (ervas e especiarias). Como o trigo tambÈm era preferencialmente destinado ‡ produÁ„o de p„o, a disponibilidade do uso deste cereal para produÁ„o de cerveja era um privilÈgio e assim, as cervejas de trigo tornaram-se iguarias. Os consumidores de vinho e cerevisia – denominaÁ„o da cerveja de trigo pelos celtas – eram apenas aqueles com poder ou influÍncia polÌtica e social. O consumo de cerveja por pessoas comuns se limitava apenas ao consumo de korma, cerveja produzida exclusivamente com cevada – gr„o visto como “inferior” ao trigo. H· algo especulativo sobre a origem da vis„o inferiorizada da cevada, mas h· indÌcios da influÍncia e reforÁo dos povos romanos durante a miscigenaÁ„o cultural com os celtas. Durante as invas_es e colonizaÁ„o romanas em territÛrio celta, o exÈrcito romano utilizava a cevada apenas para alimentaÁ„o de cavalos. Tinham o costume de divis„o de “cotas de trigo” para os soldados e, para aqueles que necessitavam de puniÁ„o, o castigo era a reduÁ„o ou suspens„o das “cotas de trigo” e sua substituiÁ„o para “cotas de cevada”. E assim, o trigo foi ganhando car·ter mais nobre – quando utilizado em cervejas, tinha a capacidade de enobrecer a bebida!
Em virtude do seu alto valor nutritivo e sua elevada capacidade de adaptação aos diversos ambientes, o trigo tornou-se um dos cereais mais difundidos entre quase a totalidade das civilizações. A altíssima dispersão e uso deste cereal são tão antigos quanto a história do homem – exímio consumidor, tanto para o próprio proveito quanto para manutenção de seus animais domesticados.

O que é o trigo?

O trigo é uma gramínea (família Poaceae) pertencente ao gênero Triticum, com cerca de trinta qualidades geneticamente diferenciadas, entre as quais três largamente cultivadas: T. turgidum durum, T. compactum e T. aestivum vulgaris. O grão de trigo, de tamanho e cores variadas, divide-se praticamente em duas partes: o pericarpo (ou “casca”) e a semente. A parte mais externa corresponde ao pericarpo, composta por seis distintas camadas celulares, extraídas na moagem do grão para extração da semente. A semente por sua vez é formada pelo endosperma (componente primordial da farinha do trigo) e o gérmen (que corresponde ao embrião). O pericarpo, cerca de 15% do peso do grão, contém uma pequena quantidade de proteínas, uma larga quantidade de vitaminas do complexo B, traços de minerais e fibras alimentares – comercializadas separadamente como farelo ou fibra de trigo. Na semente, o endosperma constitui 80% do peso do grão e a maior porcentagem deste peso corresponde a moléculas de amido, entretanto também apresenta um pequeno percentual de proteínas, ferro e vitaminas do complexo B.
Variadas especialidades do trigo e seus derivados são empregados para fins igualmente distintos. A maioria do trigo produzido é utilizada na fabricação de alimentos como pães, biscoitos, bolos e massas. Uma parcela menor destina-se à fabricação de bebidas fermentadas, onde grãos parcialmente germinados (malteados) fornecem elementos essenciais para a obtenção de fontes de fermentação – os açúcares simples, derivados do amido obtidos no processo de brassagem. Tanto histórica quanto atualmente, quase a totalidade das cervejas é fabricada preferencialmente da cevada malteada enquanto o trigo destina-se essencialmente a produção de pães. Em parte, isto se deve a questões históricas envolvidas na distribuição dos grãos para a população e também às peculiaridades da utilização do trigo na fabricação de cerveja.

Privilégio de poucos

Em algumas civilizações, as cervejas de trigo foram consideradas bebidas nobres, pois a utilização deste grão se restringia à fabricação de pão, enquanto a cevada, para cerveja – qualificando o uso do trigo na bebida como um privilégio de poucos. Outras questões se devem às divergências estruturais do grão do trigo e da cevada que, em muitos aspectos, tornam o uso da cevada mais apropriado para a fabricação cervejeira. O pericarpo, ou “casca” da cevada, é um componente essencial no processo de filtragem da cerveja e, devido ao fato de algumas qualidades de trigo possuir esta camada com menor resistência, a constituição deste elemento filtrante fica comprometida. Além disso, o trigo apresenta menor proporção de amido em comparação à cevada e, consequentemente, apresenta menor rendimento na produção cervejeira.
Tais motivos correspondem à razão pela qual praticamente não há produção de cerveja exclusivamente com trigo: normalmente são adicionadas porções de cevada à receita, para auxílio na filtragem durante o processo de produção, e para aumentar a concentração de carboidratos no mosto. O alto índice proteico do trigo marca também a turbidez, o corpo e a espuma da cerveja – fatores determinantes em muitos estilos, e que muitas vezes os tornam tão distintos e especiais.

E começa a história…

Os registros de utilização do trigo na cerveja são temporalmente esporádicos: aparecem e desaparecem ao longo do cotidiano histórico das diferentes civilizações. Na antiguidade, as qualidades de trigo utilizadas eram o tipo ‘emmer’ (Triticum dicoccum), ‘einkorn’ (Triticum monococcum) e o ‘spelt’ (Triticum spelta), que foram substancialmente importantes para a origem do trigo atual (Triticum aestivum). Estas variações possuíam cascas mais rígidas (semelhantes à cevada) e, portanto, eram mais utilizadas para a fabricação de cerveja.
Estudos em sítios arqueológicos por todo o Oriente Próximo apontam que o cultivo do trigo ‘emmer’ se deu primeiro do que a cevada. O plantio das formas com pouca casca, ideais para a produção de pães, datam de aproximadamente 8.000 anos atrás. Após o domínio desta especialidade, registros na Mesopotâmia indicam o plantio das outras variedades de casca rígida – o que pode sugerir que estas culturas não se destinavam à fabricação de pão, e sim para a produção de cerveja. A maioria dos estudos aponta que o trigo tipo ‘einkorn’, de casca persistente, era de fato a variedade mais empregada na produção cervejeira. Tanto esta qualidade, cultivada na Ásia Menor (atual Turquia) e disseminada por toda Europa, quanto o trigo tipo ‘emmer’, foram substancialmente substituídos por variedades de trigo com maior rendimento.
Por último, a utilização do trigo ‘spelt’ foi muito pouco evidente, provavelmente pelo fato de que esta espécie possuía menor tolerância em climas quentes. Tanto na civilização mesopotâmica quanto na egípcia, cuja alimentação baseava-se em pão e cerveja, se fazia o uso do trigo ‘emmer’ e cevada de duas variedades (duas e seis fileiras).

Salários pagos com cerveja

Mesmo que a maioria do trigo cultivado se destinasse à fabricação de pães, os egípcios possuíam diversos tipos de cervejas de trigo. A distinção entre os estilos de cervejas se dava pelo período de maturação a que a cerveja era submetida e pela proporção de trigo ‘emmer’ utilizada na fabricação. Outra característica da sociedade egípcia se dava pelo pagamento de “salários de cereais” (essencialmente cevada e trigo) para os trabalhadores de pedreiras e grandes projetos de construção. Dependendo da situação ou gratificação a ser dada pelos superiores, estes pagamentos poderiam ser feitos com pão e/ou cerveja, devido a sua maior valorização se comparado ao grão não manufaturado.
No continente europeu, diferentes povos e civilizações diversificaram na utilização de cereais, incluindo o trigo, na produção de cervejas. Na sociedade celta, além do uso do malte de cevada e trigo, em suas produções atípicas também eram acrescidas fontes adicionais de carboidratos (como o mel, frutas e seivas de árvores), além de outros adjuntos (ervas e especiarias). Como o trigo também era preferencialmente destinado à produção de pão, a disponibilidade do uso deste cereal para produção de cerveja era um privilégio e, assim, as cervejas de trigo tornaram-se iguarias.
Os consumidores de vinho e cerevisia – denominação da cerveja de trigo pelos celtas – eram apenas aqueles com poder ou influência política e social. O consumo de cerveja por pessoas comuns se limitava apenas ao consumo de korma, cerveja produzida exclusivamente com cevada – grão visto como “inferior” ao trigo. Há algo especulativo sobre a origem da visão inferiorizada da cevada, mas há indícios da influência dos povos romanos durante a miscigenação cultural com os celtas.
Durante as invasões e colonização romanas em território celta, o exército romano utilizava a cevada apenas para alimentação de cavalos. Tinham o costume de divisão de “cotas de trigo” para os soldados e, para aqueles que necessitavam de punição, o castigo era a redução ou suspensão das “cotas de trigo” e sua substituição para “cotas de cevada”. E assim, o trigo foi ganhando caráter mais nobre – quando utilizado em cervejas, tinha a capacidade de enobrecer a bebida!
Na próxima semana, leia aqui a segunda e última parte dessa história.
———————

*Gabriela Montandon e Paulo Patrus são biólogos, cervejeiros caseiros e integrantes do grupo NEC – Núcleo de Estudos da Cerveja, sediado em Belo Horizonte (MG).

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Copos de Cerveja: Trigo


O segundo copo da série é o da cerveja de trigo, Weizen. O modelo mais conhecido é o de 500mL. Alto e com a boca mais larga que a base, ele acomoda todo o conteúdo da garrafa (as mais tradicionais são de meio litro) mais uma porção generosa de espuma. Mas nas festas, como a Oktoberfest, as canecas (mug ou stein) de 500mL e 1L são mais comuns.


Existe um ritual para se servir bem uma cerveja de trigo em seu copo. O conteúdo deve ser despejado com o copo inclinado para que uma quantidade mínima de espuma seja formada nessa etapa. Quando faltar uns dois a três dedos de cerveja na garrafa, pare de servir e agite bem a garrafa, com movimentos circulares. Desta maneira, as leveduras que estão no fundo da garrafa se dissolverão no líquido e, ao serví-lo no copo já em posição vertical, um denso creme será formado, que conservará o sabor e os aromas da cerveja.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

iTunes chega ao Brasil dia 8 de dezembro, diz colunista


O iTunes deve estrear a versão brasileira em 8 de dezembro segundo o colunista Lauro Jardim, da revista Veja, em postagem no site da publicação no último sábado.

Para o lançamento, a Apple teria fechado um acordo com diversas gravadoras. Um dos principais artistas do catálogo inicial será Roberto Carlos, que, até o momento, não havia liberado seus álbuns para venda on-line.

Sonora
O Terra oferece há mais de cinco anos o Sonora, serviço online que permite ouvir milhares de músicas. O serviço é o mais completo canal de música da América Latina, e traz canções 100% legalizadas, lançamentos nacionais e internacionais exclusivos e a possibilidade de compartilhar os títulos por email, Facebook, Twitter e Orkut. No Sonora o usuários pode ouvir música ilimitada pela web ou baixar títulos em MP3 para ouvir no PC, celular e tablet.

Fonte: Terra

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Louras, nem tanto, mas legítimas e assinadas

Produção de cervejas artesanais é retomada em Juiz de Fora, que já foi polo de fabricação da bebida em Minas, pelas mãos de modernos cervejeiros que usam as velhas técnicas de elaboração

JUIZ DE FORA – Colonos alemães que chegaram a Juiz de Fora em 1858, contratados pela Companhia União e Indústria para a construção da primeira estrada pavimentada do Brasil, ligando a cidade a Petrópolis (RJ), trouxeram na bagagem o conhecimento da produção de cerveja. A atividade artesanal, que ganhou força com o fim da obra, ressurge com o mesmo vigor de outros tempos pelas mãos de modernos cervejeiros que usam as velhas técnicas para elaborar a bebida que é preferência nacional.

Segundo o Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindbebidas/MG), Juiz de Fora ocupa a segunda posição entre os municípios mineiros que mais produzem cerveja, perdendo apenas para Belo Horizonte. Atualmente, a cidade conta com uma microcervejaria e oito cervejarias caseiras. Juntas, elas fabricam, em média, 25 mil litros por mês, quase 25 vezes mais do que há cinco anos.

“Havia até certa rejeição e preconceito com a cerveja artesanal, pois acreditava-se que ela não tinha a mesma qualidade das demais. Mas, de dois anos para cá, a aceitação entre os consumidores aumentou, pois eles exigem outros sabores para combinar com pratos”, diz Pedro Peters, dono da Cervejaria Barbante, cuja produção foi retomada em 2007.
Peters é tataraneto do primeiro fabricante de cerveja de Minas Gerais. Fundada em 1861 pelo imigrante alemão Sebastião Kunz, a “linha de produção” funcionava na antiga Colônia D. Pedro II, então conhecida como Colônia de Cima, onde hoje fica o Bairro São Pedro.

“Nosso processo de cozimento é semelhante ao usado na época. A diferença é que, ao invés de arroz e milho, hoje empregamos malte e lúpulo, ingredientes aos quais os imigrantes não tinham acesso na época”, conta.

De acordo com Peters, na segunda metade do século XIX, a cervejaria, cercada por um belo bosque, se tornou um local de lazer e ponto de encontro de famílias alemãs que se reuniam e se divertiam cantando e dançando músicas tradicionais, enquanto degustavam diversos tipos de cervejas e apreciavam comidas típicas da terra natal.

“A herança de família é o principal fator que me fez retomar a produção”, conta Peters, que preserva vários documentos, fotos e ferramentas ligados à atividade. Curiosamente, o nome Barbante faz referência à técnica utilizada no passado para prender as rolhas e evitar estouros durante o processo de fermentação.

Antes de começar a comercializar a bebida, Peters ficou durante um ano e meio aperfeiçoando a técnica. Hoje, diz que dedica cerca de oito horas diárias para cada processo, que demora um mês para ser finalizado. A Barbante produz 1.300 litros mensais e cinco variedades de cervejas:pale ale, red ale, weiss, stout e índia pale ale.

Seis anos após a abertura da fábrica pioneira de Sebastião Kunz, os alemães criaram a segunda cervejaria de Juiz de Fora. A Kremer & Cia nasceu em 1867, no Morro da Gratidão, atual Avenida dos Andradas, em um terreno comprado da Companhia União e Indústria. A cidade chegou a contar com oito fábricas especializadas e, no fim do século XIX, foi considerada o principal polo cervejeiro de Minas.

Negócio rentável o ano inteiro

Os motivos que levaram à retomada da produção de cerveja em Juiz de Fora ultrapassam, muitas vezes, os vínculos históricos entre a cidade e a bebida. Cristiam Rocha, dono da marca Profana, precisava de um produto que atraísse a freguesia também no verão. Ele é proprietário do bar Boi na Curva, especializado em caldos que fazem sucesso principalmente no inverno. “Mas são produtos sazonais”, diz.

O empresário deu início à produção artesanal no andar de cima do bar, em 2007. De lá para cá, o volume fabricado saltou de 240 para 1.500 litros de cerveja por mês. “Descobri que é possível, e até mais provável, que a cerveja de alta qualidade seja a produzida em baixa escala, assim como vinhos e queijos”, ressalta. Rocha faz nove tipos de chope – a “cerveja viva”, ou seja, antes de ser pasteurizada.

Cristiam passou a investigar a fundo o tema, fez visitas técnicas a cervejarias consagradas e descobriu que existem 120 tipos da bebida. “O que as diferencia são fatores como temperatura de fermentação, levedura usada e quantidade de ingredientes, entre outros”, diz o fabricante que, em 2009, ficou em primeiro lugar em um concurso promovido pela Associação dos Cervejeiros Artesanais do Brasil (Acerva).

De aprendiz, o cervejeiro passou a mestre e agora se prepara para ministrar um curso para ensinar técnicas de fabricação artesanal da bebida a 60 pessoas.

Receita e talento herdados da vovó

Um livro de receitas que ganhou de presente da avó, chamado “Enciclopédia da vida – como fazer cerveja”, foi o que levou o administrador de empresas Pedro Scarlatelli de Souza, de 29 anos, a montar a Brauhaus (casa da cerveja) em Juiz de Fora. “Sempre tive esse sonho”, revela.

A Brauhaus funciona há um ano e meio. No local são produzidos de 800 a mil litros semanais de dez variedades: pilsen, oktoberfest, bock, irish red, staout, ipa, hefeweizen, belgian ale, dubbele A última tem 9,5% de teor alcoólico.

“É uma boa coincidência a retomada das cervejarias em Juiz de Fora”, ressalta o administrador que, entretanto, é descendente de italianos. Souza lembra que o renascimento das cervejas artesanais começou em São Francisco, nos Estados Unidos, há cerca de 30 anos. No Brasil, o recomeço veio graças à marca Baden Baden, de Campos do Jordão (SP), em 1999.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

III Festa de Natal da Taberna do Vale


Pos Felipe Viegas
Acontecerá dia 26 de novembro, das 10 às 22horas, na Av. Canadá, 968 – Bairro Jd. Canadá – mapa no nosso endereço eletrônico: www.tabernadovale.com.br

O formato este ano será um pouco diferente, com muitas novidades:
Além do tradicional espaço da Taberna do Vale, uma grande tenda será montada na rua em frente, de modo que a festa terá um ESPAÇO MAIOR E COBERTO, já que as chuvas podem acontecer... Mas acredito que, como nos dois anos anteriores, Gambrinus vai apoiar nossa luta pela disseminação da cultura cervejeira e não choverá! Se chover, sem problemas, estará tudo coberto;

Serão apresentadas cervejas e chopes de mais de 15 Homebrewers Mineiros, alunos da Taberna do Vale ou Associados da ACervA Mineira, totalizando 20 ESTILOS DE CERVEJAS DIFERENTES;
Realizaremos, em parceria com o site Degustaweb, os CIRCUITOS DE DEGUSTAÇÃO. Serão 6 Circuitos distintos, cada um com 5 cervejas. Comprando a cartela, você ganha uma CANECA DE DEGUSTAÇÃO – 300ml (limitação de 300 unidades), além de participar de sorteios de Kits de Cervejas da Taberna do Vale e um final de semana na Pousada “Estalagem do Mirante”. Ressaltamos que o objetivo desses Circuitos é desafiá-los a degustar uma maior variedade de cervejas, aprofundando um pouco mais seu conhecimento sobre o universo cervejeiro... Por isso, nada será cobrado pela aquisição do Circuito, além do valor exato dos cinco chopes que serão degustados.
Outra novidade será a tarde do Cervejeiro Roqueiro, aonde teremos um palco com SHOW DE ROCK´N ROLL;
Dentro da Taberna, um espaço mais confortável, equipado com mesas e cadeiras;
Para petiscar:
o tradicional ESPETINHO DO BOI em parceria com o CHEF FELIPE LEROY, sempre presentes nas festas da Taberna;
RIMA DOS SABORES, eleito a “melhor cozinha” de Belo Horizonte pela Revista Veja – ano 2011, com a presença do grande parceiro CHEF JULIANO CALDEIRA;
LES CHEFS, com a grande revelação da Gastronomia Mineira, o CHEF URIEL AUGUSTO;
Os chopes da cervejaria anfitriã – Taberna do Vale:
Taberna Hell – Munich Helles (Pílsen)
Carolweiss – Weissbier (Trigo)
Duke´n Duke – Premium Bitter (Pale Ale)
Celtic – Extra Special Bitter (ESB)
Taberna Dry Stout – como todo ano, produzimos uma receita exclusiva para lançamento na Festa de Natal...

As Cervejarias presentes com suas cervejas na festa:
Cervejaria Artesana;
Cervejaria Ave César;
Cervejaria Esse Bier;
Cervejaria Gosling Bier;
Cervejaria Independente;
Cervejaria Jambreiro;
Cervejaria Karpens;
Cervejaria Lisboa;
Cervejaria OLA;
Cervejaria Pandora;
Cervejaria Siberiana;
Cervejaria Vilã;
Cervejaria VM Beer.

A ENTRADA É FRANCA

A última novidade para a edição 2011 da Festa de Natal da Taberna do Vale:

Convidamos você também para fazer parte de um Natal de verdade... Faça sua boa ação do dia, leve um BRINQUEDO para a festa e colabore com o sorriso
das crianças mais carentes do bairro...

domingo, 20 de novembro de 2011

Cerveja dos Simpsons chega ao Brasil

Na versão long neck, a lendária Duff vai custar de R$8 a R$ 10 e será vendida, inicialmente, somente em 28 bares de São Paulo

Por: Fernanda Penna Borges e Fábio Saldanha
Publicação: 17/11/2011 por Correio Braziliense
Nos bares de São Paulo, a bebida será comercializada apenas na versão long neck e com o rótulo da Duff é igualzinho à versão mostrada no desenho. 

A famosa cerveja da série americana “Os Simpsons” chega ao mercado brasileiro na semana que vem. Mas os fãs mineiros vão ter que esperar para experimentar a lendária Duff que seduziu Homer Simpson e seus amigos, já que, inicialmente, a gelada será vendida apenas em 28 bares de São Paulo.

A Cerveja Duff já é um sucesso em outros países da America Latina como Chile, Paraguai e Colômbia, e a expectativa é de que seja um sucesso ainda maior no Brasil aproveitando a expansão do mercado de cervejas premium no país e a curiosidade natural que o público tem pela marca.

A Duff nasceu de uma parceria entre a cervejaria belga Haacht Brewery e o mexicano Rodrigo Contreras. Conrado Kaczynski, sócio da Duff do Brasil, responsável por trazer a cerveja ao país, explica que ao contrário da cerveja “do povo” que é consumida na série, a Duff brasileira é produzida através de um processo que a torna um genuíno exemplo da categoria “Puro Malte”.


A bebida é fabricada pela cervejaria catarinense SaintBier, responsável também pela produção da Cerveja Coruja. "O produto chega para competir no mercado de cervejas premium, mas por enquanto a produção está limitada, mas temos planos de expandir as vendas para outros Estados", disse o sócio da Duff Brasil.

Nos bares de São Paulo, a bebida será comercializada apenas na versão long neck e com o rótulo da Duff é igualzinho à versão mostrada no desenho. De acordo com os fabricantes, a Duff vai custar de R$ 8 a R$ 10. Já a versão em latinha não está nos planos dos fabricantes, pelo menos por enquanto.

Um mapa com os estabelecimentos que venderão a cerveja em São Paulo a partir da semana que vem foi postado no Twitter da marca.

Curiosidade

Um fato interessante nesta história é que ceveja Duff que está à venda não é um produto oficial do canal amaricano Fox, que tem direitos dos Simpson. Foi Contreras que registrou a marca no México e lançou a cerveja na Espanha em 2007.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Segunda revolução da música digital chega ao Brasil


Baixar música da internet é coisa do século passado. O mercado brasileiro começa a viver a segunda revolução da música online, em que os downloads dão lugar a serviços de streaming, que oferecem ao cliente acesso ilimitado a um portfólio de áudio por uma assinatura mensal.

Os arquivos ficam armazenados "na nuvem", em servidores de internet em algum lugar, sem que as pessoas tenham de baixá-los. O serviço de streaming movimentou US$ 532 milhões no mundo todo em 2011, um volume equivalente a cerca de 8% do mercado de música online, segundo estimativas da consultoria Gartner. Mas, até 2015, o streaming vai mais que quadruplicar. Os serviços de assinatura devem faturar US$ 2,2 bilhões e responder por cerca de 30% do faturamento do setor, que deve chegar a US$ 7,7 bilhões.

O Brasil ainda está atrasado nesse processo. Enquanto no mundo todo os serviços digitais correspondem a 29% do faturamento do mercado fonográfico, no Brasil eles somaram apenas 15% em 2010, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD). "O potencial é altíssimo. Principalmente pelo aumento do número de usuários de internet e pelo o fato de que os maiores serviços de download e streaming de música em escala mundial ainda não iniciaram as operações aqui", diz o presidente da ABPD, Paulo Rosa.

O pioneiro no streaming de áudio no Brasil é o Sonora, lançado há quase cinco anos pelo grupo Terra e que hoje detém 40% do mercado de música digital no País. O negócio cresceu 40% neste ano e deve se expandir mais 30% em 2012, segundo o diretor-geral do Terra, Paulo Castro. O Sonora tem 5,5 milhões de visitantes únicos por mês e 450 mil assinantes - que pagam uma mensalidade média de R$ 20.

Mas o Sonora deverá enfrentar concorrentes de peso no mercado brasileiro. Grandes players internacionais estudam o lançamento dos serviços no Brasil, muitos deles em parceria com empresas de telefonia móvel. A Oi saiu na frente e lançou neste mês a primeira parceria com uma empresa estrangeira de música digital, a americana Rdio. Os clientes terão acesso a um portfólio de 12 milhões de músicas a um custo de até R$ 14,90. "A oferta é aberta inclusive para clientes de outras operadoras, mas será um diferencial para a Oi. Poderemos fazer promoções que envolvam esse produto", disse o gerente de serviços de valor agregado da Oi, Gustavo Alvim.

A GVT também utiliza o streaming de música como um diferencial para oferecer aos clientes. Há pouco mais de um ano, a operadora lançou o serviço Power Music Club, que oferece um portfólio de 700 mil canções e 10 mil vídeos musicais de graça para os assinantes de internet rápida. Dos cerca de 1,5 milhão de clientes da banda larga da GVT, 100 mil são usuários do Power Music Club. A GVT pertence ao grupo francês Vivendi, que também é dono da gravadora Universal Music. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 12 de novembro de 2011

Odin estava certo!

Por Diego Cartier & Marcelo Cury, da Playboy.com

Para entrar no clima: Low Frequency in Stereo – Starstruck

Imagine um país cujo o nome significa “Caminho do Norte”, onde em tudo há um toque de mistério e magia; O sol é capaz de brilhar à meia noite, “Trolls” caminham pelas florestas e a herança dos Vikings corre no sangue de cada um.

Assim é a Noruega. Um lugar onde fábulas e mitos encantam. Uma Terra onde o artesanal está enraizado há milênios e que hoje se manifesta na moda, no design arrojado e moderno e é claro, na cerveja!

A tradição da produção cervejeira na Noruega vem desde os Vikings.

Em Valhalla, a terra prometida e sagrada para os Vikings, os guerreiros eram recebidos pelas Valkrias com canecas de cerveja.

Já nos antigos túmulos nórdicos, além de copos com restos de cervejas, foram encontradas leis, de cerca de 1000 a.c., mencionando as datas e as quantidades de cervejas que cada família podia produzir e as punições caso as leis fossem desrespeitadas.

Modernamente, há cerca de 200 anos, nenhuma fazenda era considerada completa se não produzisse essa bebida.

Fica claro que o costume de beber cerveja é algo muito presente na vida dos noruegueses, e que estes fazem questão de manter essa tradição viva.

Depois do recente sucesso das cenas cervejeiras artesanais americanas e italianas, graças ao nascimento de microcervejarias criativas e ousadas, que recriaram estilos clássicos e deram vida aos seus próprios, de forma autentica, agora é a vez da Noruega.

Está acontecendo exatamente o mesmo em terras nórdicas e os noruegueses estão conquistando o mundo com suas produções únicas, aproveitando receitas que remontam a seus antepassados e ingredientes locais, usufruindo do seu Terroir.

Unindo a tradição dos vikings e inovando, os proprietários das micros norueguesas começaram produzindo suas cervejas em casa, muito antes de pensar em negócio.

Iniciaram suas produções pelo simples prazer e amor a esta bebida e aos poucos estão conquistando seu espaço e nos brindando com verdadeiras maravilhas!

O Bon Vivant foi até lá com exclusividade para o Brasil e conferiu de perto esse “boom”. Pudemos comprovar como essa “revolução” de fato existe e está acontecendo a todo o vapor.

Fomos convidados para uma degustação com especialistas e chefs locais no templo Olympen, em Oslo, onde havia somente uma regra: as cervejas e os pratos seriam noruegueses, abrindo apenas uma pequena exceção para algumas pérolas da vizinha Dinamarca, produzidas pela conceituada Mikkeller.

Foi uma surpresa e tanto, pois mesmo já conhecendo e tendo degustado alguns rótulos noruegueses espetaculares, todas as cervejas degustadas naquela tarde (foram cerca de 20 rótulos diferentes) eram igualmente de altíssimo nível. Somente cervejas únicas, que utilizam ingredientes locais e promoveram uma experiência incrível! Tamanha a qualidade de cada cerveja, foi impossível escolher as melhores e esse foi o grande consenso entre todos.

O que comprova a facilidade que os noruegueses tem tido para entrar em outros mercados europeus (algo muito difícil em se tratando do velho continente, já que países como Alemanha e Bélgica cultuam e se vangloriam de suas produções milenares, sendo mercados mais fechados) e para conquistarem os paladares dos americanos – sempre rápidos em descobrir as novas tendências cervejeiras (foram os primeiros a reverenciar as italianas.

Na próxima coluna, falaremos sobre as cervejarias que mais se destacaram nessa tarde de degustação: Nøgne Ø, HaandBryggeriet, Ægir e Kinn Bryggeri.

3 paradas mais que obrigatórias em Oslo para apreciar as melhores cervejas norueguesas e a gastronomia local:

Olympen: Lugar histórico no bairro de Grønland, um verdadeiro templo da Cerveja na Noruega, pioneiro e grande responsável por divulgar e promover essa cultura. Sanel Hasic (um dos proprietários) foi quem nos recebeu muitíssimo bem e organizou a fantástica degustação que citamos acima.

É recomendado para quem deseja se esbaldar com as selecionadíssimas cartas de bebidas (Cervejas, Vinhos, Sidras), com opções locais e do mundo, além de um menu recheado com o melhor da gastronomia norueguesa.

Este Bar/Restaurante foi aberto pela primeira vez no século 19 e mantem praticamente a mesma decoração, com destaque para os enormes lustres, a madeira escura e os belíssimos quadros que retratam a antiga Oslo.

É um dos melhores lugares para comer o famoso bacalhau norueguês, que chega fresco até o seu prato, diretamente do mar do norte.

Grønlandsleiret 15 | www.olympen.no



Håndverkerstuene: Localizado no centro da cidade, sua especialidade é unir cerveja e gastronomia local, tendo a bebida como ingrediente e/ou oferecendo harmonizações perfeitas.

Com uma decoração rustica e ao mesmo tempo moderna, nos levando diretamente ao tempo dos Vikings e as tradições locais, é um lugar extremamente aconchegante e acolhedor. Está na lista dos melhores restaurantes de cerveja do mundo, feita pelo Ratebeer.

Amund Arnesen (um dos proprietários) juntamente com a sua equipe, se destacam pelo atendimento cordial e por entenderem do assunto, estando sempre a disposição dos clientes para indicar as melhores harmonizações entre cerveja e comida.

Rosenkrantzgate 7 | www.haandverkerstuene.no



Schouskjelleren: Oslo tem alguns ótimos brewpubs e apesar de novo, esse certamente merece um maior destaque. Fundado recentemente pelo cervejeiro inglês John Hudson,funciona em um porão bastante aconchegante, que mais parece uma adega gigante, com uma lareira para esquentar e velas iluminando o ambiente.

Oferece torneiras fixas e outras reservadas para as sazonais e convidadas, que mudam a cada mês. Das 15 torneiras, geralmente 7 são para as produções da casa e o restante para as convidadas.

É certamente o melhor lugar da cidade para tomar cervejas on tap, mas também tem algumas opções em garrafas de rótulos locais e importadas. A atmosfera do ambiente e a falta de trilha sonora traz a sensação de estar em uma caverna medieval. É um lugar para realmente apreciar boas cervejas, podendo conversar com tranquilidade, apesar de nos finais de semana estar completamente lotado.

Trondheimsveien 2 | Grünerløkka



Skål!

* Skål, que se pronuncia “Skol”, significa saúde em norueguês.
** Fotos por Bernt Rostad & Diego Cartier

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Copos de Cerveja: o Pint Perfeito

A partir de hoje, iniciaremos uma nova categoria de postagens neste blog: copos de cerveja. Praticamente todo apreciador de cerveja gosta de degustá-la em um copo de sua preferência ou naquele modelo específico para um estilo ou marca.

Para começar bem, esse é o copo da Samuel Adams: Boston Lager, conhecido como "Perfect Pint":


Foi desenhado para liberar bolhas de maneira constante, deixando o aroma da cerveja sempre presente, uma espessura mais fina do vidro para conservar a temperatura da breja, curvas para maximizar a experiência de bebê-la e para liberar todo o sabor do malte em sua boca. Totalmente excelente! Acho até que a foto acima foi feita com o copo cheio de Baba O'Riley - a ESB da Vinil.

Fonte: Samuel Adams

Acima, mais dados técnicos do copo. No site da cervejaria ele está à venda por $30,00 (04 unidades). Bem, esse eu ainda não encontrei por aqui para comprá-lo. Se você souber, não deixe de comentar o local de venda.